
O capitão colorado ficou no banco contra o Corinthians e a dúvida cresce: a dependência de Alan Patrick é um problema tático que Pezzolano decidiu resolver?
Na vitória do Internacional sobre o Corinthians por 1 a 0, no dia 5 de abril de 2026, Paulo Pezzolano tomou uma decisão que sacudiu o ambiente colorado: deixou Alan Patrick no banco de reservas. O capitão, maior artilheiro do time na temporada e referência técnica incontestável, assistiu ao primeiro tempo das arquibancadas.
A decisão não foi por lesão. Foi estratégica. E isso mudou completamente o debate sobre o papel do meia no projeto de Pezzolano para o Inter.
O técnico uruguaio foi direto ao explicar a decisão: a saída de Alan Patrick do time titular faz parte de uma estratégia de construção de uma equipe menos dependente de um único jogador. A avaliação da comissão técnica era de que o Inter havia se tornado previsível demais — tudo passava por Alan Patrick, e os adversários já sabiam disso.
Pezzolano entende que, sem Alan Patrick, o Inter precisa ser funcional. Mais do que isso: o treinador quer mostrar que o time tem soluções coletivas que não dependem exclusivamente do seu camisa 10. A vitória sobre o Corinthians, sem o capitão no time inicial, foi a prova mais concreta dessa tese.
Sem Alan Patrick, o Inter adotou uma formação mais compacta e vertical. Pezzolano surpreendeu com variações táticas que mostraram um time capaz de pressionar alto e transitar rapidamente entre defesa e ataque sem depender da criação do meia.
O resultado foi uma vitória que colocou o Inter em situação mais cômoda na tabela do Brasileirão. Mais importante: mostrou que o time tem recursos táticos além de Alan Patrick — algo que o próprio Pezzolano vinha buscando desde que assumiu o comando.
A resposta mais honesta é: não definitivamente, mas a titularidade automática acabou. Pezzolano deixou claro que será muito direto com todos os jogadores, incluindo o capitão. O mérito esportivo vai prevalecer sobre o status.
Isso não significa que Alan Patrick deixou de ser importante. O meia é o maior artilheiro do Inter na temporada, tem qualidade técnica superior à média do elenco e é uma liderança reconhecida no vestiário. Mas a mensagem de Pezzolano é clara: ninguém está acima da equipe.
Alan Patrick se recusou a comentar publicamente a decisão do técnico. O silêncio é eloquente — e também profissional. Internamente, fontes ligadas ao clube indicam que o meia compreende a situação, mas não está satisfeito com a condição de reserva.
O Gre-Nal que se aproxima será o teste definitivo. A tendência é de que Alan Patrick retorne ao time titular para o clássico — o Inter joga em casa e precisará propor o jogo. Mas a mensagem de Pezzolano já foi enviada: o Inter é maior do que qualquer jogador individualmente.
A gestão de Pezzolano com Alan Patrick revela uma maturidade tática que o Inter precisava. Clubes que dependem excessivamente de um único jogador são previsíveis e vulneráveis. A construção de um coletivo forte, onde o talento individual potencializa o grupo sem se tornar uma muleta, é o caminho para a consistência.
Se Pezzolano conseguir manter Alan Patrick motivado e ao mesmo tempo construir um time menos dependente dele, o Inter terá dado um passo importante rumo à maturidade tática. O desafio é gerenciar essa transição sem criar conflitos internos que prejudiquem o rendimento do grupo.
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